EXPOSIÇÕES



GRITOS DE SILÊNCIO

Galeria VANTAG
Rua Miguel Bombarda, 578_4050-379 Porto

de 17 de março a 2 de maio de 2016


No próximo dia 19 de Março, às 15h, inaugura no espaço grande da galeria VANTAG, na rua Miguel Bombarda, 578 - Porto, a exposição "Gritos de Silêncio" de ÂNGELO RIBEIRO. 
Os curadores convidados pela galeria selecionaram 30 trabalhos, entre desenhos, cerâmica e escultura que reflectem a mais recente fase de trabalho do artista. No entanto as obras provêem de 2 séries diferentes: "gritos" e "stairs"; cada curador aceitou este jogo dicotómico: de um lado o enunciado do problema… do outro o esboço da solução. Ao visitante o desafio de escolher o melhor caminho! 
Durante a inauguração decorrerão miniconcertos de marimba pelo Grupo de Percussão da Universidade de Aveiro.


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MATÉRIAS

Galeria de Artes Solar St.º António
2011

Com um trajecto intimista, que se desenvolve desde a década de 90, 3 escultores da área do Porto encontraram no diálogo com a matéria o fundamento da sua expressão artística. Ângelo Ribeiro, João Macedo e Moisés Tomé proclamam através da transformação do aço, do bronze e da pedra, entre outros, o seu processo mimético.

À tradição de apresentação nos “não lugares” surge agora a experimentação da ocupação do “lugar” enquanto espaço autêntico do objecto de arte. Tradicionalmente adaptados a escalas urbanas, as obras presentes nesta exposição privilegiam um diálogo mais individual com o espectador.

O Homem Suave é o título da fase recente de criação que encontramos em Ângelo Ribeiro. Na era do tudo é light, importa questionar o caminho transformista do Homem enquanto espécie exibicionista e individualista. Aço, bronze e cera exploram propostas formais que relacionam o homem no seu meio.

Com João Macedo, “O início era a natureza, depois veio o Homem”. Na natureza, as Árvores também têm cabeça, tronco e membros; A sua representação escultórica é uma respeitosa homenagem a uma das bases da nossa existência. Do artifício técnico da escultura, os vários materiais utilizados (cobre, ferro, inox e pedra) pretendem recriar a natureza vegetal, dar-lhe outras formas e harmonia com os quais nos identificamos e ganhamos cada vez mais uma consciência ecológica.

Em Moisés Tomé vemos um escultor sempre em busca de novas, ou velhas, formas de abordar as diferentes matérias. Apresenta um trabalho apoiado nas antigas técnicas de fundição por cera perdida, no estudo das quais tem focado o seu interesse. Uma ligação ao passado para melhor compreender as fragilidades da nossa existência que despreza por completo o nosso habitat natural.